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[vc_row][vc_column width=”2/3″][vc_column_text]Os gestores da Prefeitura Municipal de Aracaju (PMA), por meio da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), pedem à população tranqüilidade quanto aos casos de meningite registrados este mês no município.

Especificamente quanto às três ocorrências no bairro Novo Paraíso, com registro de uma morte, a equipe de técnicos da Vigilância Epidemiológica atuou com todas as medidas de controle: investigou, fez orientação domiciliar e realizou a quimioprofilaxia entre os comunicantes (exames, coletas e medicação) para impedir a ocorrência de novos casos da meningite meningocócica na área.

A doença é universal e endêmica em todo o país. Ou seja, registro de pessoas acometidas pela meningite aparece anualmente e em especial no período chuvoso.

Segundo informações da coordenadora da Vigilância Epidemiológica da SMS, a enfermeira sanitarista Tânia Santos, no Estado de Sergipe a doença se faz presente em uma média de 80 casos por ano. “Em 2006, foram registrados em Aracaju 29 casos, com cinco óbitos. E, este ano, estão confirmados seis casos e uma morte”, enumera a coordenadora.

“Ainda assim, todos da rede municipal de Saúde estão sob alerta para o surgimento de novos casos de meningite. O que garante uma boa evolução do tratamento é o diagnóstico precoce. E com o início do tratamento, em 24 horas, podemos evitar novos contágios e o paciente se protegerá da doença”, diz Tânia Santos.

Casos atuais

Este mês, em uma mesma comunidade, na rua Guilhermino Marthins, no bairro Novo Paraíso, foram confirmados os três casos de meningite. Esses contágios foram registrados em residências de membros de uma mesma família, que mantêm contatos estreitos entre eles.

O primeiro caso foi no último dia 23: uma criança de três anos de idade de iniciais R.S.M. O registro do segundo foi obtido no dia 26, no paciente de iniciais G.S.S. Já a ocorrência do terceiro caso foi na última sexta-feira, dia 27, com óbito: uma dona de casa de 37 anos de idade, M.I.S.

No primeiro caso, foi feita a investigação local, a criança está em tratamento e o tipo de meningite não foi confirmada como meningocócica. “Diferente, nos dois outros casos, a equipe de Vigilância Epidemiológica isolou a bactéria meningococo”, conta o médico infectologista Marcos Aurélio Oliveira Góes.

“Assim que fomos acionados, deslocamos uma equipe que visitou as casas dos comunicantes e ampliamos a quimioprofilaxia entre familiares e vizinhos que tiveram contato mais íntimo com os doentes. Esta prática visa impedir novas contaminações na área”, conta Tânia Santos.

“Lamentavelmente, dentre esses casos de meningite, temos formas fulminantes (que levam à morte). A pessoa está bem e faz uma evolução para a gravidade da doença. Infelizmente, essas formas ainda existem”, lamenta a coordenadora da Vigilância Epidemiológica da Secretaria Estadual de Saúde, Giselda Melo Fontes Silva.

Prevenção, contágio e sintomas

Em todo o mundo, não existe vacina eficaz para todos os tipos de cepa de meningococo. “Pela sua baixa eficácia, essas vacinas só são utilizadas em grandes epidemias”, afirma o médico Marcos Aurélio.

Porém, os técnicos da SMS alertam à população, em especial as donas de casa, que a melhor forma de prevenção são os cuidados básicos, como a higienização e ventilação das casas.

“A forma de contágio da meningite é através da transmissão respiratória: fala, espirro e tosse. É justamente neste período, até o mês de agosto, que aumenta o número de casos da doença. Na época de chuvas, as pessoas ficam mais próximas e em ambiente fechado, o que facilita a transmissão da bactéria”, explica o médico sanitarista.

A enfermeira sanitarista Tânia Santos reforça a orientação:. “Podemos nos prevenir contra as bactérias de forma simples, evitando ambientes fechados e aglomerados, mantendo as casas ventiladas, se possível com janelas abertas e garantindo uma alimentação balanceada, com frutas e verduras”, revela.

Sintomas

O quadro de sintomas de meningite pode se confundir com viroses, o que tem levado a automedicação das pessoas. “Os sintomas da meningite geralmente são rigidez na nuca, sonolência, dores de cabeça acentuadas, febre e vômitos. Em alguns casos, o paciente apresenta manchas avermelhadas na pele”, explica Marcos Aurélio.

Em casos de suspeita da meningite, as pessoas não devem tomar medicação por conta própria. “Com os sintomas, as pessoas devem procurar imediatamente o médico da unidade de Saúde mais próxima da residência. E se o médico suspeitar, ele encaminhará o paciente para o hospital de referência”, recomenda.[/vc_column_text][/vc_column] [vc_column width=”1/3″][vc_column_text] [/vc_column_text][/vc_column][/vc_row]

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