Experiências de superação marcam a Mostra Albertina Brasil de Artes sem Barreiras
O segundo dia da VI Mostra Albertina Brasil de Artes sem Barreiras, que está acontecendo no auditório do Centro Profissionalizante José Figueiredo Barreto, foi marcado pelo relato de experiências de superação de pessoas com deficiência.
Na manhã desta terça-feira, 6, professores da rede estadual de ensino e profissionais de diversas áreas ouviram dos palestrantes histórias de vida que mostram que é possível ultrapassar barreiras. O evento é uma realização da ONG Luz do Sol, em parceria com a Secretaria de Estado da Educação (Seed). A abertura oficial da Mostra acontecerá a partir das 19h, no Teatro Tobias Barreto.
A programação iniciou-se com a apresentação artística do grupo Arte na Escola, com a dança “O Fantasma da Ópera”, da qual participou o estudante com paralisia cerebral, Leôni Victor Cruz Santos, do Colégio Estadual Joaquim Vieira Sobral. De acordo com a professora da sala de recursos, Leila Santos Barreto Cardoso, dançar foi uma realização para ele.
“A dança é a realização de um sonho. Leôni chegou já passou quatro meses em uma cama, pois tinha as pernas atrofiadas, mas depois da cirurgia, ele desejou dançar e nadar. Em dezembro, na formatura do quarto ano, ele realizou esse sonho”, disse.
Após a apresentação, Leôni Victor agradeceu a todos que o ajudaram. “Acho que esse sonho de dançar significou muito para mim, e agradeço à professora por ter me ajudado a superar”, disse ele, destacando o auxílio da sua coreógrafa, Joelma Alves.
Bastante emocionada, a coreógrafa destacou que o aluno já está muito melhor do que no início, quando começou a ensaiar.
“Percebi que ele teve uma grande evolução. Não tem preço que pague esse momento aqui e esta oportunidade de trabalhar com ele, que é muito especial”, afirmou.
História de vida
O principal relato desta manhã foi feito pela esposa e pela filha do escritor paranaense Sebastião Narciso, que tinha deficiência visual e faleceu em agosto deste ano. Autor do livro Tião Balalão, o escritor teve um trabalho intenso em prol da inclusão.
“Ele trabalhava com inclusão nas escolas, fazia oficinas, contava história para crianças e abria o tema para debates. Ele foi um exemplo vivo de que, através do diálogo, é possível conscientizar sobre a inclusão dos deficientes”, explicou a esposa, Argéria Narciso.
A filha do escritor, Laura Narciso, destacou a superação do pai e a importância do trabalho realizado por ele.
“Através da arte, ele encontrou um meio de se incluir na sociedade e realmente ser igual aos outros, ter o mesmo tratamento e mostrar que não precisava ficar triste por ter aquela deficiência. O principal objetivo do meu pai era incentivar as pessoas, e isso se deu através do seu trabalho com as crianças”, disse.
Programação
Ainda nesta terça-feira, 06, serão realizadas diversas oficinas e apresentações artísticas no horário da tarde.
A partir da quarta-feira, 7, a VI Mostra Nacional Artes Sem Barreiras Albertina Brasil levará suas palestras e oficinas para os municípios de Itabaiana e Nossa Senhora da Glória. O evento termina no sábado, 10, com apresentações artísticas na Orla Pôr do Sol, em Aracaju.
[/vc_column_text][/vc_column] [vc_column width=”1/3″][vc_column_text]- Experiências de superação marcam a Mostra Albertina Brasil de Artes sem Barreiras – Fotos: Juarez Silveira/Seed