Emdagro foi sede da 1ª Conferência de Assistência Técnica e Extensão Rural
Descentralizar os serviços da Assistência Técnica e Extensão Rural (Ater) e fortalecer as entidades do setor. Estas são algumas das principais sugestões apresentadas na 1ª Conferência Estadual de Ater, que aconteceu na terça e quarta-feira, 13 e 14 de março, em Aracaju. O evento contou com mais de 150 representantes de instituições governamentais, da sociedade civil e de movimentos sociais reunidos para propor diretrizes, prioridades e estratégias que vão contribuir com os rumos da extensão rural no estado e no País. As sugestões aprovadas no evento serão incorporadas ao debate da 1ª Conferência Nacional sobre Assistência Técnica e Extensão na Agricultura Familiar e na Reforma Agrária (1ª CNATER), que acontece de 23 a 26 de abril.
Na abertura da conferência estadual, o diretor do Departamento de Assistência Técnica e Extensão Rural da Secretaria da Agricultura Familiar do Ministério do Desenvolvimento Agrário, Argileu Silva, ressaltou a importância do evento para o estado e para o Brasil. “O acontecimento de hoje valoriza e destaca os rumos que a Ater vai ter no País, em um momento que a primeira conferência nacional aponta em um Brasil que elege o primeiro presidente da FAO, destacado pelo conjunto de políticas que o país e o estado mostram para o mundo, com distribuição de renda e participação popular”, enfatizou. “Retiramos 4,8 milhões de pessoas da pobreza no meio rural brasileiro, graças ao conjunto de políticas públicas com foco no segmento da sociedade brasileira que alimenta o País”, concluiu.
Para o secretário de Estado da Agricultura e do Desenvolvimento Rural, José Macedo Sobral, é preciso trabalhar para promover “mudanças completas” na vida do agricultor. “O governo passado quebrou muitos paradigmas para chegar onde estamos, em um momento que se discute políticas de preço mínimo para o pequeno agricultor e não somente para os grandes. Temos que trabalhar para levar o máximo de tecnologia aos nossos agricultores por meio da extensão rural. Usar tecnologia de produção para a extensão rural, não somente para aumentar a produção, mas para promover mudanças completas na vida do agricultor”, destacou Sobral.
A secretária especial de Estado de Políticas para as Mulheres de Sergipe, Maria Teles, salientou a importância da conferência para dar visibilidade aos anseios das mulheres rurais. “É um momento em que o país respira democracia. Vamos levar para a pauta da conferência nacional os anseios das mulheres rurais, unir e somar forças para mostrar a importância da assistência técnica e extensão rural e, além disso, o quanto ela significa para o processo de desenvolvimento sustentável do estado de Sergipe e do País”, afirmou. Para a conferência nacional, 30% das vagas destinadas aos delegados devem ser preenchidas por mulheres.
Para o presidente da Emdagro, Jeffersson de Carvalho, o MDA reconheceu o papel da extensão rural desde 2003, quando começou a articular e colocar no papel o que a sociedade civil queria. “Agora, com a conferência de Sergipe, e a partir da participação efetiva de todos que trabalham com a Ater no estado, em abril, vamos sair mais fortalecidos no tema da assistência técnica; será um evento para atender às necessidades de todos aqueles que fazem a extensão rural e trabalham com políticas de desenvolvimento”, declarou.
Estiveram presentes na abertura da Conferência Estadual de Ater em Sergipe a presidente da Fetase, Maria Lúcia Moura; o delegado Federal do MDA em Sergipe, Adailton dos Santos; o representante do MST, Gileno Damasceno; o deputado estadual João Daniel; o chefe da Embrapa Tabuleiros Costeiros, Edson Diogo, e o presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais da Assistência Técnica e Extensão Rural de Sergipe, Aldo de Jesus, entre outros convidados.
O evento é uma realização do MDA em parceria com a Emdagro, Conselho Estadual de Desenvolvimento Rural Sustentável (CEDRS), Fetase e Colegiados Territoriais.
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