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Saúde dá início a capacitações com foco no crack para trabalhadores do SUS

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A Secretaria de Estado da Saúde (SES), através da Fundação Estadual de Saúde (Funesa), deu início nesta segunda-feira, 31, ao ciclo de capacitações sobre álcool e drogas, com enfoque no crack, para trabalhadores que fazem a rede do Sistema Único de Saúde (SUS) – mais especificamente das áreas de Atenção Básica, Psicossocial e Assistência Social de Aracaju, Barra dos Coqueiros, Nossa Senhora do Socorro e São Cristóvão. A aula inaugural aconteceu no hotel Parque dos Coqueiros, na capital.

A promoção do evento contou com a orientação do gabinete da primeira-dama do Estado, Eliane Aquino, e caminha de mãos dadas com a Política Estadual de Combate ao Crack – que será lançada no próximo dia 7 com a campanha ‘Cuidar sim, excluir não’ – e na qual estão envolvidas as pastas de Saúde, Segurança Pública, Inclusão Social, Educação, Comunicação e Casa Civil. A ação tem a intenção de combater de forma contundente e eficaz a problemática do crack em todo o estado, dividindo a política de combate em prevenção, reabilitação, repressão e tratamento.
 
“Esse trabalho é reflexo de uma ação conjunta, que envolve nossa primeira dama e outras secretarias. Acredito que esse trabalho integrado seja o melhor caminho para que alcancemos êxito no combate ao crack. É preciso abraçar a causa e lutar para afastar o crack, que é uma droga de fácil devastação, de todos os lugares de Sergipe e, para isso, nada mais apropriado que fortalecer essa rede de ação em defesa da vida, afinal, esse é um problema de todos: governo, profissionais e sociedade de uma forma geral”, disse Mônica Sampaio, secretária de Estado da Saúde.
 
Para o tratamento dos usuários do crack, a SES está capacitando seus profissionais desde o atendimento de desintoxicação até o tratamento de reabilitação, com um número elevado de leitos e ambientes especializadas no assunto. “Essas capacitações são essenciais para não deixar que a droga se aproxime do indivíduo e que, no caso de usuários, consiga trazê-los de volta ao convívio familiar e social. Que a pedra do crack não seja uma pedra definitiva no caminho das pessoas”, declarou Cláudia Menezes, presidente da Funesa.
 
Na abertura da solenidade que marcou a aula inaugural, estavam presentes, além da secretária de Estado da Saúde e da presidente da Funesa, a representante da Secretaria de Inclusão e Desenvolvimento Social, Sônia Lima Azevedo, o psiquiatra e consultor do Ministério da Saúde, Marcelo Kimati, a diretora de Atenção Psicossocial da SES, Ana Raquel Santiago, a secretária de Saúde de Nossa Senhora do Socorro e representante do Conselho dos Secretários Municipais de Saúde (Cosems), Maria Cecília, e Antônio Samarone, secretário de Saúde de Aracaju.
 
Aula inaugural
 
Na aula inaugural, o consultor do Ministério da Saúde e psiquiatra Marcelo Kimati, abordou o álcool e outras drogas, dando ênfase à disseminação do crack, bem como às políticas intersetoriais para tratamento e prevenção. Com o tema “Álcool e drogas: complexidade e intersetorialidade”, ele iniciou a primeira aula para as centenas de presentes no evento.
 
Para Marcelo Kimati, Sergipe tem iniciativas inovadoras que servem de exemplos para que o Governo Federal repasse para outros Estados, citando essa capacitação como uma delas. “É a segunda vez que visito Sergipe a trabalho em parceria com a Secretaria de Estado da Saúde esse mês e percebo como a gestão aqui é avançada e inovadora na busca por qualificação e melhorias. Sem dúvida, o Estado sai na frente como essa capacitação, que é uma ideia do Governo Federal, mas que não tem sido colocada em prática ainda em outros locais. E sabemos que, quanto mais rápido avançarmos contra o crack, menos problemas teremos. Sergipe é um belo exemplo a ser seguido e estou orgulhoso de fazer parte desse processo”, afirmou Kimati.
 
A assistente social Deise Alves acredita que a aula inaugural foi um marco importante e que dá um pontapé inicial para melhorar suas condições de trabalho. “O crack está cada vez mais perto, seja na casa de um paciente ou de um vizinho. É extremamente importante que nós, profissionais, estejamos preparados para saber lidar com esse novo fator, para saber trabalhar a abordagem quando estivermos cara a cara com o problema”, frisou Deise.
 
A partir da próxima semana, terão início as turmas da capacitação para os municípios de Barra dos Coqueiros, São Cristóvão e Nossa Senhora do Socorro.
 
Cenário
 
O crack é uma droga nova que apareceu no mercado brasileiro de forma agressiva, com fácil acesso e preço baixo. É uma droga que causa dependência e danos físicos rapidamente e que, apesar de indícios do uso entre pessoas da classe média, afeta mais diretamente populações mais vulneráveis – população de rua, crianças e adolescentes.
 
Dados de 2005 estimavam em 380 mil o número de usuários, provavelmente dependentes do crack no Brasil. Hoje, o Ministério da Saúde estima que existam 600 mil usuários de crack no país. Inicialmente, o uso da droga era restrito a São Paulo. De cinco anos para cá, espalhou-se por centros urbanos de todas as regiões, e Sergipe não ficou livre disso.
 
Segundo Mônica Gurgel, terapeuta ocupacional que há anos trabalha em um Centro de Apoio Psicossocial, há pouco tempo – com a chegada do crack em Sergipe – começaram a ser notados muitos dos transtornos mentais resultantes do uso dessa droga tão devastadora. “Só tenho a comemorar por ver todas essas ações de combate ao álcool, drogas e especialmente ao crack, sendo tomadas. Eu, que sou veterana em minha área, sei que o risco aumentou com a chegada dessa nova droga e fico estimulada pela chegada de alternativas para ampliar nossas noções e nos ajudarem a trabalhar melhor”, ressaltou Mônica.
 
O crack hoje vem sendo consumido por adultos, crianças e adolescentes, de diversas classes sociais. Indiscutivelmente, a droga produz um forte impacto na rede pública de saúde, desde a atenção básica até os hospitais, no atendimento de problemas decorrentes do consumo da pedra, acidentes e violências relacionados ao crack e tratamento da dependência. Os usuários de crack também ficam mais expostos a relações sexuais desprotegidas, a doenças sexualmente transmissíveis e hepatites em geral.

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