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[vc_row][vc_column width=”2/3″][vc_column_text]Um ambiente sombrio e carregado; um cenário de miséria e degradação ambiental e humana; um local que muitas vezes abrigava foragidos da Justiça; lixo, gente e urubus. Este quadro da lixeira do bairro Santa Maria foi transformado em cidadania e dignidade há exatos 30 dias.
No dia 1º de julho, a Prefeitura de Aracaju, em conjunto com a Emsurb, Secretaria Municipal de Assistência Social e Guarda Municipal, realizou a desocupação da área da lixeira com a retirada dos catadores. A operação de retirada, determinada pela Justiça Federal, é seguida de ações conjuntas cujos recursos são oriundos de um convênio com a Infraero.
No mesmo dia, 130 pessoas previamente cadastradas foram encaminhadas ao Clube dos Oficiais da Polícia Militar, onde almoçaram, passaram por consulta médica, serviço de corte de cabelo e barba, encaminhamento de documentação e ainda receberam uma cesta básica e as primeiras orientações sobre treinamento em serviço. Tudo isso foi feito dentro do projeto de ressocialização idealizado pela PMA e Emsurb no sentido de cumprir a decisão judicial expedida pelo juiz federal César Mandarino.
Para as pessoas retiradas da lixeira, este foi o primeiro contato com uma nova vida, o fim de um drama social que para muitos era o que lhes restava como sobrevivência. E a Prefeitura de Aracaju devolveu a essas pessoas a dignidade, o direito à vida e uma qualificação profissional. Uma destas pessoas que tiveram sua vida transformada pela ação da PMA foi Josefa Alves de Matos, de 46 anos, que retirava em meio ao lixo o sustento da família. “Costumava pegar comida que vinha dos mercados. Levava biscoito, jabá e salame, porque às vezes eu não tinha nada em casa para comer”, lembra.
A partir da desocupação da área da lixeira, iniciaram-se os procedimentos para a operacionalização de monitoramento e controle dos resíduos sólidos. Quem conheceu de perto a lixeira do bairro Santa Maria se surpreende com o que encontra no local nos dias atuais. Aquele ambiente degradante, onde centenas de pessoas se misturavam ao lixo, animais, moscas e urubus, está completamente modificado.

Trabalho diário

Cerca de 90% da área já foi coberta e a área de depósito do lixo está reduzida a 250m². O procedimento é, inicialmente, fazer a compactação do lixo assim que os caminhões descarregam. Em seguida, um trator faz o recobrimento com material seco, retirado pelas equipes de recolhimento de entulhos da cidade. O passo seguinte é isolar todo o material do contato com o ambiente e isso é feito com a argila, que funciona como impermeabilizante.
Esta é a lógica de todo o trabalho: sem acesso ao lixo, não há mais possibilidade de retorno de pessoas para catar restos de comida e material para revender, assim como os urubus também não têm mais uma fonte de alimentação. Com isso, encerra-se o trabalho degradante de muitas famílias e se reduz a população de aves que antes oferecia riscos aos pousos e decolagens no aeroporto de Aracaju.
De acordo com o presidente da Emsurb, Osvaldo Nascimento, o prefeito Marcelo Déda determinou que fosse elaborado um Projeto de Recuperação daquela área de forma a reduzir os impactos sócio-ambientais na lixeira. “Foi uma determinação com base na observação feita pelo prefeito de que a situação da antiga lixeira da Terra Dura não poderia mais perdurar”, disse.
A meta da Administração Municipal não é apenas acabar com o lixão, mas sim substituí-lo por uma nova concepção de destinação de resíduos sólidos, um aterro sanitário de padrões modernos, tecnicamente adequado e ambientalmente seguro para receber o lixo da cidade. Todo este trabalho que está sendo realizado agora é um passo fundamental para a construção do primeiro aterro qualificado com bases tecnológicas do Estado de Sergipe, melhorando a qualidade de vida da população aracajuana.[/vc_column_text][/vc_column] [vc_column width=”1/3″][vc_column_text] [/vc_column_text][/vc_column][/vc_row]

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