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Arraiá do Povo abre passagem para a Cultura Popular

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A batida ritmada e as letras das cantigas envolvem o público que tenta sincronizar os passos com os dos brincantes. Crianças, jovens, adultos e idosos entram na roda para participar dessa festa que não tem idade: a festa da Cultura Popular, que tem espaço garantido nas noites de programação do Arraiá do Povo.  Essa é uma cena que se repete todas as noites na praça de eventos da Orla, que desde o último dia 20 abriga essa grande festa. 

Folclore, tradição e cultura popular têm espaço garantido no evento, promovido pelo Governo de Sergipe, através da Secretaria de Estado da Cultura (Secult). Grupos folclóricos, bandas de pífanos, quadrilhas e trios de forró pé-de-serra atraem os olhares curiosos do público que se encanta com as apresentações. Afinal, é quase impossível ficar parado ao som contagiante de grupos como o das Caceteiras de Seu Rindu, de São Cristóvão, que se apresentou na noite do último sábado, dia 22, no Arraiá.

No período de festejos juninos os brincantes não param. “Até o dia 29 nós temos apresentações”, declara o mestre Seu Rindu, que aos 73 anos de idade ainda tem fôlego de sobra para levar o folclore para as ruas. Segundo ele, uma das apresentações mais esperadas do grupo é sempre a do Arraiá do Povo, pela grande quantidade de pessoas que sempre prestigiam a festa. “Para nós é sempre um prazer muito grande se apresentar neste espaço. As pessoas gostam e participam sempre com muita animação, é bonito de ver”, enfatiza.

Ele levou para a Orla o tradicional grupo das Caceteiras formado por idosos e adultos e também o grupo mirim composto por crianças que já fazem parte da nova geração que irá manter o legado que Rindu herdou dos pais e avós. “Tem que começar desde pequeno, como eu, que comecei a brincar com oito anos de idade e só penso em parar quando Deus quiser”, declara.

Uma tradição que também enche os olhos do público é das quadrilhas juninas. No Arraiá do Povo todas as noites acontece a apresentação de uma quadrilha tradicional do Estado. Na noite do sábado, dia 22,  foi a  vez da Século XX. Para o diretor do grupo, Joel Reis, o Arraiá do Povo é um dos espaços mais importantes para a cultura sergipana mostrar a sua riqueza. “Essa festa é uma excelente oportunidade para que possamos mostrar a beleza da cultura popular do nosso Estado”, explica Joel.

Mesmo com a correria desse período, sempre com mais de uma apresentação por noite, Joel afirma que os quadrilheiros não se deixam vencer pelo cansaço. “Nós fazemos com amor e o público acaba cativando a gente. É isso que dá energia e mais fôlego para gente continuar”.  No próximo ano, a quadrilha Século XX completa 50 anos de tradição, uma herança que também foi passada de geração para geração.

A manutenção da tradição também é uma bandeira dos grupos de pífanos do interior do estado. Ao longo da programação do Arraiá do Povo, grupos de pífanos de diversos municípios também tem espaço garantido para mostrar um pouco da beleza guardada nessa manifestação popular secular. Na noite do domingo, dia 3, foi a vez dos tocadores da Banda de Pífanos Santa Luzia, de Rosário do Catete, encantar o público ao som envolvente dos pífanos.

Robson Brito, de 19 anos, é um dos líderes do grupo. Ele conta que a Banda Santa Luzia tem se renovado ao longo do tempo. “Nosso projeto atual é trazer os jovens do município de Rosário para fazer parte do grupo. Nos queremos mostrar a eles o valor da nossa cultura através de manifestações como os pífanos e os grupos folclóricos”, afirma.

O próprio Robson conta que é um exemplo de que é possível conquistar os jovens através da tradição. “Eu mesmo faço parte da maioria dos grupos folclóricos de Rosário, danço em quadrilha e toco pífano. Minha vida é dedicada ao fortalecimento da cultura popular da minha cidade”, declara o jovem que desde os oito anos de idade carrega a tradição popular para onde vai.

É toda essa paixão daqueles que fazem a cultura popular do Estado que contagia o público do Arraiá do Povo, que tem a oportunidade de conhecer um pouco mais das tradições sergipanas. Mesmo aqueles que nasceram e cresceram em Sergipe, como o senhor Antonio Alves, não cansam de ver e rever esses grupos.

“É sempre muito bom prestigiar essas apresentações. Todos os anos eu estou aqui na Orla para fazer parte dessa festa. Sergipe é um verdadeiro caldeirão folclórico”, declarou o aposentado que não conseguiu ficar parado um segundo ao som envolvente das manifestações populares do nosso Estado. Até o dia 30 de junho tem muito mais.

Para conferir a programação completa do Arraiá do Povo clique aqui.

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