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Discutir alternativas para a diversificação das áreas cultivadas com o fumo em Sergipe. Esse foi o objetivo do seminário promovido pela Empresa de Desenvolvimento Agropecuário de Sergipe (Emdagro), nesta terça-feira, 22, no Povoado Colônia Treze, em Lagarto, que contou com a participação de técnicos da empresa, do Delegado Regional do MDA, Adailtom dos Santos, da Articuladora da Rede Nacional de Diversificação na Agricultura Familiar Fumicultora do Ministério, Adriana Gregolin, vereadores, agricultores familiares e representantes de entidades ligadas à cultura no município.

Em Sergipe, apenas os municípios de Arauá, Boquim, Cristinápolis, Lagarto, Riachão do Dantas, Simão Dias, Salgado e Umbaúba são produtores de fumo. Dentre estes, o município de Lagarto é o maior produtor fumageiro com 1.300 toneladas em 950 hectares no ano de 2009.

Segundo dados da Emdagro, o setor vem sofrendo uma redução drástica na produção do fumo em Sergipe, onde apenas 2.520 toneladas foram produzidas em 2009 numa área aproximada de 1.800 hectares. Para o engenheiro agrônomo da Emdagro, José Almeida Cansanção, pouco mais de duas mil famílias ainda trabalham com a cultura e justifica a causa da redução na produção do fumo.

“Nós temos em todo o Estado apenas 2 mil famílias de agricultores rurais que trabalham com o cultivo do fumo e esse número tende a cair cada vez mais porque o país, que estava preocupado com a arrecadação, hoje está muito mais preocupado com os altos custos com a saúde do que com o retorno dos impostos.”

João de Deus Gomes da Silva, gerente da Vigilância Estadual da Saúde do Trabalhador da Secretaria de Estado da Saúde, alerta sobre os perigos a saúde. “São incontáveis os malefícios do fumo. Isso porque seu derivado é muito prejudicial em todos os aspectos, tanto para quem produz quanto para quem consome”, diz, acrescentando que o tabaco atinge os sistemas nervoso, respiratório, hematopoiético e cardiovascular, além de prejudicar o fígado, os rins, a pele, os olhos e os tratos gastrointestinais.

Silva ainda destaca que a há uma tendência mundial em minimizar o consumo dos derivados do fumo. “Essa tendência, como leis que proíbem o uso de cigarros em ambientes fechados, a propaganda desses produtos e a venda a menores de idade contribuem para a queda do consumo do cigarro e, consequentemente, haja uma redução na produção do fumo”, ressalta.

Joel da Silva, agricultor rural, diz que trabalhou há mais de 40 anos na cultura do fumo e há seis largou essa prática por questões de saúde. Garante que vai servir de multiplicador a todas as pessoas que sofrem nos campo de fumo. “É minha obrigação levar essas informações aos meus familiares, amigos e vizinhos, porque eu sei que eles estão se acabando na lavoura do tabaco”, afirma.

Ele ainda afirma que o seminário, por conta dos anos que trabalhou na cultura, foi de muita importância. “Não tenho nem o que dizer, porque pra mim o seminário de hoje vale mais do que dinheiro e essas orientações chegaram em boa hora para a gente se conscientizar cada vez mais sobre os prejuízos do fumo”, conclui o agricultor.

Na ocasião, o Articulador Estadual da Rede de Comercialização, Geraldo Sobrinho, explanou sobre a Lei 11.947, aprovada no Congresso Nacional em junho de 2009, a qual determina que 30% da alimentação escolar deverão ser adquiridas da agricultura familiar. “O nosso papel é mostrar a esses agricultores que existem outros mercados que não sejam o de fumo. Trabalhar, por exemplo, com mandioca, maracujá, laranja, hortaliças e ervas podem garantir emprego e renda tão quanto o mercado do tabaco”, afirma.

Como encaminhamento ficou marcada para o próximo mês de janeiro de 2010 uma reunião entre a Emdagro e a Secretaria Municipal de Agricultura no intuito de promoverem uma ampla e consistente articulação com todos os setores envolvidos na cultura do fumo para a promoção de mecanismos que viabilizem a diversificação do cultivo em todo o Estado.

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